

Se o campeonato começasse hoje eu colcocaria minhas fichas na equipe de Miami. Está fazendo tudo como manda o figurino. Bom jogo aéreo, corridas funcionando, defesa sólida e até o time especial marcando. Tem como melhorar? Tem. A torcida poderia comparecer mais, apenas 57.531 apaixonados pelo Fins compareceram contra o Bills. A porcentagem de ocupação no Sun Life Stadium só é pior do que a do Bengals e domingo parece que os fãs do Dolphins estavam decididos a não ir apoiar seu time. O 0-7 de inicio é a resposta para tantos assentos vazios. Sobrou tanto ingresso que até o Paulo Mancha foi ao estádio. E ele foi premiado com um show de futebol americano. Ao final do primeiro tempo a equipe de Tony Sparano vencia por 28 a 6 sem nenhum sinal de uma possível virada do Bills. O que se enxerga de vida em Miami não se consegue visualizar em Buffalo. Aquela equipe que começou a temporada com três vitorias consecutivas, agora tem três derrotas em serie. O time que marcou mais de 100 pontos nas três primeiras semanas, só colocou vinte seis pontos no placar nos últimos três confrontos. E o pior é que a defesa não consegue mais parar ninguém. Antes nenhum quarterback passava sem ser interceptado por ela, agora ate Matt Moore alcança quase 70% de acerto.
Tony Sparano dificilmente voltará, mas algo ocorreu naquele vestiário. Hoje se vê outra confiança nessa equipe. Será que a tática é nada a perder? Já Ryan Fitzpatrick está perdendo tudo. Parece que perdeu a confiança nos seus companheiros e o desespero toma conta dele. Quando não lança para quem está marcado por três, termina correndo feito barata tonta e estragando a jogada. Para Miami ser o diferencial entre os rivais já basta, mas para o Bills o calendário está sendo amargo e doce ao mesmo tempo. Serão seis jogos dentro da conferencia e concorrentes diretos pelo wild card estão no caminho. Semana que vem visitam o Jets e vencer é necessário para se manter vivo na caça pela vaga.
O que deu certo
Miami Dolphins – TUDO – Maracaram pelo ar, pela terra e no time especial. Só faltou a defesa entrar com a bola. Destaque para Matt Moore que tem dado show na proteção da bola e nos passes precisos.
Buffalo Bills – Dave Rayner – Substituir Lindell não é fácil, mas Rayner foi a única peça que deu certo domingo. Um field goal de 56 jardas foi o melhor lance do Bills.
O que deu errado
Miami Dolphins – Jogo corrido – Não que tenha sido ruim, mas poderia ser mais eficiente. Apenas 2,7 jardas por tentativa não é nada bom.
Buffalo Bills – Conversões de terceiras descidas – Em doze tentativas nenhuma convertida. É necessário dizer algo mais?
Para ficar de olho
Miami Dolphins – Matt Moore – Será que se a produção continuar nesse ritmo o Dolphins vai atrás de quarterback no draft? Moore já veio de Carolina querendo provar que tem potencial para a NFL. A chance foi dada e ele está aproveitando, só resta saber o que a direção do Dolphins pensa.
Buffalo Bills – Ryan Fitzpatrick – Ou ele para de ser previsível ou já era. Ninguém cai mais na screen para Fred Jackson no lado direito, ou nas rotas 9 para Steve Johnson.
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