

Duplo twist carpado com pirueta psicodélica. Nota 10.
Muita coisa em jogo na partida deste sábado, véspera de Natal, entre Cincinnati e Arizona. O Bengals, time da casa, tinha a obrigação de vencer para não permitir que times como Raiders, Titans e Jets, por exemplo, se aproximassem dele na luta pelo Wild-Card. E a vitória ficou mesmo com o time da casa, mas não sem antes ter passado por momentos de bastante sofrimento nos minutos finais.
O jogo teve duas metades distintas. Na primeira, pertencente ao Bengals, o quarterback Andy Dalton foi brilhante e a defesa muito agressiva. Na segunda, Arizona acordou e o time esteve a um “tropeção” (mais tarde você vai entender) de empatar uma partida de maneira épica, após estar perdendo por 23-0.
O jogo começou da melhor maneira possível para o time da casa, com o cabeludo linebacker Ray Maualuga interceptando o quarterback John Skelton na primeira campanha da partida na linha de 20 jardas do campo do Cardinals. O turnover virou apenas 3 pontos, no field goal de Mike Nugent, mas a vantagem viria a ser ampliada logo em seguida, com ótimo passe de Andy Dalton e recepção ainda melhor do ótimo tight end Jermaine Gresham, na metade do primeiro quarto. De lá até o final da primeira metade da partida, só 2 first downs para Arizona. Em outras palavras, dali pra frente foi um massacre do Bengals. Porém, as duas campanhas seguintes ao touchdown para Cincinnati terminaram em field goals não convertidos por Mike Nugent. Mas na terceira campanha, após mais uma interceptação de John Skelton (pelo cornerback Nate Clemens), Andy Dalton encontrou o wide receiver Jerome Simpson em um passe curto e o receiver carregou a bola até próxima a endzone, deu um mortal (!!) sobre o defensor e fez o touchdown (clique aqui pra ver) mais impressionante de 2011. E o placar na ida para os vestiários era de 20-0, tendo Mike Nugent convertido (ALELUIA!) um field goal pouco antes do fim do primeiro tempo.

Run, Dalton, Run!
A primeira campanha de Arizona na segunda etapa começou com a terceira interceptação de John Skelton na partida, desta vez pelo safety Reggie Nelson. ‘Game over’, certo? Nada disso. O jogo pareceu que ia mudar quando, na metade do terceiro quarto, Andy Dalton foi interceptado. Porém, uma falta (roughing in the passer) anulou a interceptação e Cincinnati prosseguiu em sua campanha e anotou mais 3 pontos, deixando o placar em 23-0. Agora sim, ‘game over’, né? Nem pensar. Tudo que Arizona não jogou nos primeiros três quartos foi “descontado” no último período da partida. E tudo começou na conversão de uma quarta descida para 2 jardas, no início do último quarto. De lá, foram 3 campanhas consecutivas pontuando: 2 touchdowns – um do wide receiver Larry Fitzgerald e um do tight end Jeff King; e um field goal do veterano Jay Feely. A jogada da partida, porém, só veio quando o relógio marcava 1:18 para o fim do jogo e a diferença estava em apenas um touchdown: 4th and 5, John Skelton vê Early Doucet, faz o passe, mas o receiver, totalmente livre, tropeça e cai antes da bola chegar e enterra todas as chances de Arizona ir aos playoffs nesta temporada. Agora sim, finalmente: game over.
Cincinnati passou um sufoco que não precisava passar, não merecia passar e deu toda pinta de que não ia passar. Mas, passou. E passou porque a secundária foi totalmente passiva no último quarto. A agressividade dos três primeiros quartos sumiu no último período e deixou John Skelton à vontade para queimar o backfield dos ‘Tigres’. Mas, falemos das coisas boas: Andy Dalton foi brilhante – apenas no primeiro tempo, diga-se – 15 de 22 passes completados, para 136 jardas aéreas, 2 TD’s e 35 jardas correndo com a bola. No segundo tempo ele sumiu, com apenas 3 de 9 passes completados para míseras 18 jardas. O jogo terrestre da equipe foi muito bem, com 165 jardas, apesar de não ter tido um destaque, em especial: Cedric Benson, Bryan Scott, A.J. Green, Cedric Peerman e o próprio Andy Dalton se revezaram no jogo corrido. O tight end Jermaine Gresham foi o receiver mais eficiente do Bengals: 5 recepções, 56 jardas e 1 TD. A defesa foi muito bem (com exceção do último quarto, claro): foram 5 sacks, 3 interceptações e 10 pauladas no quarterback. Destaque para o defensive end Jonathan Fanene (2 sacks) e para o safety Reggie Nelson (1 sack, 1 interceptação, 6 tackles).
Arizona foi engolido nos primeiros três quartos. A defesa jogou mal, não conseguiu pressionar Andy Dalton e quando isso acontece, ele não costuma perdoar. Porém, vale ressaltar a recuperação impressionante da equipe no último quarto. John Skelton, com 3 interceptações na partida, teve força mental para levar a equipe a 2 touchdowns no último período do jogo. Ele teria, inclusive, empatado a partida, não fosse o tropeção de Early Doucet na jogada que decidiu o jogo. O running back Beanie Wells fez uma partida “ok”, com 53 jardas em 14 carregadas. Larry Fitzgerald, autor do primeiro TD do Cardinals na partida, foi o destaque do receiving corp, com 105 jardas em 6 recepções. Defensivamente, a se destacar a participação do safety Adrian Wilson, que forçou um fumble importantíssimo no último quarto do jogo.
Na próxima semana, Arizona cumpre tabela contra o Seattle Seahawks. Já Cincinnati recebe Baltimore em um confronto duríssimo e importantíssimo para as pretensões de ambas as equipes.
O que deu certo
Arizona Cardinals: John Skelton. Ok, ele lançou 3 interceptações. Mas, o calouro conduziu um último quarto brilhante. O time estava perdendo por 23-0, ele tinha cometido três turnovers e ainda sim teve a cabeça no lugar para conduzir o time a chegar muito perto do empate. Ele teria conseguido se redimir, inclusive, não fosse o tropeção grotesco de Early Doucet na jogada da partida.
Cincinnati Bengals: Primeiro, segundo e terceiro quarto. Até o terceiro quarto estava 23-0, o jogo corrido fluía bem, Andy Dalton fazia uma partida excelente, a defesa colocava muita pressão sobre John Skelton e anulava o jogo terrestre de Beanie Wells. Partida impecável até lá.
O que deu errado
Arizona Cardinals: Defesa vs. Jogo terrestre. Talvez Arizona tivesse mais tempo para tentar empatar a partida, não tivesse sido tão ineficaz contra o jogo terrestre. As 154 jardas corridas de Cincinnati queimaram o relógio, especialmente nos dois últimos quartos.
Cincinnati Bengals: Mike Nugent. Um kicker que acerta 3 de 5 field goals em uma partida dessa importância, certamente pode jogar o trabalho de uma temporada inteira no lixo. Se Nugent tivesse convertido um field goal, dos 2 que errou, a partida estaria totalmente controlada pelo Bengals e a pressão que o time sofreu no último quarto não teria existido, provavelmente.
Para ficar de olho
Arizona Cardinals: John Skelton. A temporada acabou, Kevin Kolb deve estar recuperado para a próxima, mas é bom Arizona ficar de olho no garoto. Ele tem vários defeitos ainda, é verdade, mas conduziu Arizona a 6 vitórias e apenas 2 derrotas como titular. E a frieza que demonstrou no último quarto desta partida foi algo notável. Se eu sou do Cardinals, coloco minhas fichas no garoto para a temporada que vem.
Cincinnati Bengals: Jermaine Gresham. Olho nesse cara. O tight end segundo anista é ofuscado, justamente, pela excelente temporada do wide receiver calouro A.J. Green. Mas, ele é muito bom. Tem 6 TD’s na temporada e desde a semana 3 (29/09) não fica um jogo sequer sem, pelo menos, 3 recepções. É a “bola de segurança” de Andy Dalton.
Highlights


27 de dezembro de 2011 em 10:46
Que TD!!!
Que Tropeção!!
28 de dezembro de 2011 em 10:28
ja estou nessa do skelton no lugar do kolb a muito tempo, mas o maior problemas dele é que ele não protege muito a bola, mas no último quarto ele não amarela, em todas as vitórias no ano, os cards ou estiveram perdendo ou empatando no último período, e skelton fez bonito na hora ‘h’!