Com a primeira partida iniciada por Matt Moore ontem, dezesseis quartebacks já iniciaram uma partida pelo Dolphins desde a aposentadoria de Dan Marino. Já se passaram onze temporadas e apenas seis com mais vitorias do que derrotas. Nos últimos cinco jogos contra os rivais de Nova Iorque, a equipe havia vencido quatro e a esperança de conseguir sua primeira vitória do ano havia crescido, ainda mais contando com o retorno de Daniel Thomas e Vontae Davis, mas a equipe não foi competente o bastante para vencer o Jets.
Durante a semana houve muito falatório de ambos os lados. Rex Ryan queria colocar um fim a serie de derrotas e deixou isto bem claro para seu time. Já do lado da equipe de Miami Brandon Marshall disse que jogaria como nunca e, inusitadamente, que iria ser expulso da partida no segundo quarto. O que se viu na verdade foram duas equipes que tem de melhorar muito em todos os setores para alcançar seus rivais de divisão, mas com a equipe verde de NY sendo muito superior. Moore estava bem perdido na sua primeira partida como titular por Miami e sempre que a pressão chegava, ele buscava as mãos de Marshall. No total foram 13 arremessos em direção ao #19, mas apenas 6 recepções. O enorme número de bolas desperdiçadas tiveram dois fatores: algumas por competência da marcação exercida por Darrelle Revis, já outras por displicência do recebedor. O jogo corrido de Miami até que não foi mal, mas Reggie Bush, que vinha sendo o destaque, se machucou e o jogo aereo era necessário para tentar algo a mais.
Quem se aproveitou disso tudo foi Revis que interceptou duas bolas, a primeira interceptação resultou em um retorno de 100 jardas para touchdown. Com a defesa funcionando restou a linha ofensiva proteger bem Mark Sanchez, que contra a fraca defesa do time da Flórida conseguiu jogar bem. Sem entregas de bola e com dois touchdowns, um correndo e outro passando para Santonio Holmes, Sanchez vai ter uma semana de paz. Na próxima semana o Jets recebe o Chargers, querendo ir para a semana de folga com o recorde positivo. Já o Dolphins recebe o Broncos e Tim Tebow, que volta a sua casa, mas parece que a cabeça da diretoria está bem longe, já pensando em um novo head coach.
O que deu certo
New York Jets – Darrelle Revis – Quando ele entra no jogo não tem pra ninguém. Coberturas perfeitas e a vida de B-Marsh foi um inferno a noite toda.
Miami Dolphins – Jogo corrido – Com média de 4,7 jardas por corrida em 25 tentativas a linha ofensiva parece estar melhorando neste quesito. Bush não é a solução, mas foi muito bem ontem. Só falta ao Dolphins acreditar mais nesta área do ataque e tentar usa-la regularmente em terceiras descidas.
O que deu errado
New York Jets – Defesa contra o jogo corrido – A pressão no quarterback continua boa, mas levar 118 jardas de Reggie Bush e um rookie não é nada bom para a reputação de Rex Ryan.
Miami Dolphins – Linha Ofensiva – Sabemos que o Jets sabe criar o caos para os quarterbacks, mas deixar Moore ser sackado 4 vezes e levar 11 hits é inadimissivel.
Para ficar de olho
New York Jets – Mark Sanchez – Após três derrotas seguidas, Mark conseguiu controlar bem o jogo e não entregou a bola. Quando a proteção melhora, o quarterback parece muito mais seguro para fazer seu trabalho. A pergunta é: Serão apenas flashes ou a melhora é definitiva?
Miami Dolphins – Tony Sparano – Antes ele era o cara, agora se não for para os playoffs (eles não vão) será demitido. Como o head coach de Miami vai se comportar? Como os jogadores irão reagir?
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