Um dia antes do Heisman Trophy, o site Stiff Arm Trophy, que costuma “prever” corretamente os vencedores do Heisman antes da premiação, cravou: Robert Griffin III será o vencedor deste ano”. E eles estavam certíssimos.

Na noite deste sábado, no BestBuy Teather, cidade de Nova Iorque, a premiação reuniu, além de uma centena de jornalistas, os cinco finalistas (que você conferiu aqui) da premiação mais importante do futebol universitário: o cornerback Tyrann Mathieu (LSU), o running back Montee Ball (Wisconsin), o cornerback Trent Richardson (Alabama), o favorito Andrew Luck (Stanford) e o azarão campeão Robert Griffin III (Baylor).

Griffin venceu com 1.687 pontos, acompanhado de muito perto por Andrew Luck (1.407). Trent Richardson (978), Montee Ball (348) e Tyrann Mathieu (327) ficaram em 3º, 4º e 5º lugares, respectivamente.

*O Rating no College é calculado diferente da NFL, que só pode chegar até 158.3. Na NCAA, o jogador pode atingir um máximo de 1261.6 (eu sei, é bizarro…)

Apesar de Luck ser o mais conhecido e favorito da mídia, pode-se dizer, sem medo de errar, que Griffin é o quarterback mais completo do College Football. É um espetacular passador, tem um ótimo braço, tem um potencial atlético impressionante e “resolve com as pernas” quando necessário. Outra característica especial de Griffin é o “toque” que ele coloca na bola, espirais plasticamente muito bonitos de se ver. Não seria uma heresia dizer que o passe de Griffin, esteticamente, lembra o de Drew Brees (não estou comparando os dois, por favor!).

Nos EUA, Griffin é conhecido como um “highlight-reel player”, ou seja, um jogador que é a alegria do cara que produz os melhores momentos do intervalo, pois produz sempre, com passes ou com as pernas, muitos lances interessantes em uma partida (veja o vídeo abaixo). E fazer isso em uma conferência complicada como é a Big 12 é para poucos.

Griffin é o primeiro jogador de Baylor a ganhar o prêmio. E o ganha, principalmente, por ter levado um time do qual pouco se esperava a uma temporada com 9 vitórias e apenas 3 derrotas. Sem ele, certamente, o time não iria tão longe. Definitivamente, o Heisman Trophy 2011 está em ótimas mãos.