Uma polêmica envolvendo o pai de Colt McCoy, quarterback do Browns, vem gerando muito burburinho pelas bandas de Cleveland. Segundo ele, o time cometeu um absurdo ao ter permitido que seu filho voltasse a campo após sofrer uma pancada violentíssima na cabeça, desferida por James Harrison, linebacker do Pittsburgh Steelers, na partida de ontem entre as duas equipes (leia aqui o review)

Após a paulada (veja o vídeo abaixo), Colt McCoy ficou de fora de apenas 3 snaps, sendo substituído por Seneca Wallace. Além disso, ele lançou uma interceptação na endzone em um momento crucial da partida: 3rd and goal, no último quarto, com o time perdendo por 7-3.

Ele nunca deveria ter voltado para a partida”, disse Brad McCoy, pai de Colt, ao The Cleveland Plain Dealer. “Ele estava basicamente fora de si após a pancada. Deu pra perceber, pela rigidez do corpo dele após o impacto. Haviam ali vários sintomas de fácil detecção de uma possível concussão. Ele estava enjoado e não sabia quem ele era. E pelo que eu pude ver, eles (comissão técnica e corpo médico do Browns) sequer fizeram testes sobre a possível concussão na sideline. Eles apenas olharam para a mão esquerda (também machucada na jogada) dele”.

As declarações de Brad McCoy ganham ainda mais relevância quando ele relata a conversa que teve na manhã de hoje (sexta-feira) com seu filho Colt McCoy: “Eu falei com Colt nesta manhã e ele disse, ‘Pai, eu não sei o que aconteceu, mas eu sei que nós perdemos o jogo. Eu sei que eu deixei o time mal. O que aconteceu, pai?’

O treinador Pat Shurmur afirmou após a partida que McCoy estava ‘pronto para voltar ao jogo’. Disse ainda que McCoy sequer mencionou, na hora, qualquer ‘perda de memória’.

Se a NFL encontrar evidências de que o Cleveland Browns não seguiu os procedimentos médicos de praxe para detectar uma possível concussão, a franquia pode sofrer punições.