Local: Gillette Stadium (Foxboro/MA)

Previsão do tempo: Sol, céu parcialmente encoberto. Mínima de-1°C e Máxima de2°C

Horário: domingo (22/01) às 18h – horário de Brasília

Participações nos playoffs: Ravens (7) – Patriots (18)

Última participação nos playoffs: Ravens (2010) – Patriots (2010)

Títulos de Super Bowl: Ravens (1) – Patriots (3)

 

RAVENS: Ed Reed, S (tornozelo – deve jogar)

PATRIOTS: Tom Brady, QB (ombro – deve jogar), Deion Branch, WR (joelho – dúvida), Patrick Chung, S (joelho – dúvida), Aaron Hernández, TE (concussão – dúvida), Logan Mankins, G (joelho – dúvida), Brandon Spikes, LB (joelho – dúvida), Wes Welker, WR (joelho – dúvida), Sebastian Vollmer, T (costas/pé – dúvida)

 

Na temporada regular: nenhuma vitória do Ravens, 6 vitórias do Patriots

Nos playoffs: 1 jogo, vitória do Ravens.

Em New England: 1 vitória do Ravens, 4 vitórias do Patriots.

Total: 6 vitórias do Patriots, 1 vitória do Ravens.

Na temporada 2011: não se enfrentaram.

 

RAVENS: Baltimore começou a temporada da melhor forma possível, com uma vitória humilhante sobre seu maior rival Pittsburgh Steelers. Na partida de volta, outra vitória, desta vez na casa do adversário. Porém, derrotas contra Titans, Jaguars e San Diego fizeram com que a mídia duvidasse da consistência deste time. Por outro lado, uma sólida temporada de Joe Flacco e Ray Rice fez com que o Ravens não tivesse muitas dificuldades para se classificar para os playoffs, embora só tenha garantido o título da divisão na última rodada, na vitória sobre o Cincinnati Bengals. Foi uma temporada tranqüila, no geral.

No Divisional Round, semana passada, teve dificuldades contra o Texans, mas o próprio adversário minou suas chances no jogo, cometendo vários turnovers.

PATRIOTS: New England teve uma temporada mais tranqüila do que o previsto. Com muitas lesões na secundária e o início impressionante do Buffalo Bills, o time chegou a ter seus objetivos ameaçados em determinado momento da temporada. Porém, com a derrocada do próprio Bills, os problemas internos do Jets e o “acordar tardio” do Dolphins, a divisão conheceu seu dono bem antes do esperado. Na batalha pelo “first-round bye”, sim, o time teve de lutar até a última rodada contra Steelers e Ravens, mas garantiu a vantagem e receberá o Baltimore no frio de Foxboro.

No Divisional Round, semana passada, a equipe massacrou Denver, com um show de Tom Brady e do tight end Rob Gronkowski.

BALTIMORE RAVENS

“O cara” (ataque): Ray Rice. Principal running back do time, líder do time em recepções (76), em jardas terrestres (1.364), em jardas totais (2.068), em touchdowns (15)… quer mais? Ele tem 1 passe na temporada. 1 passe para TD, diga-se. É o motor desse ataque.

“O cara” (defesa): Terrell Suggs. Por muito tempo, falar da defesa de Baltimore significava falar de Ray Lewis. Não mais. Terrell Suggs é o principal nome desta defesa e vem em uma temporada absurda. Tem 14.0 sacks, 7 fumbles forçados, 70 tackles e 2 interceptações. Foi o melhor linebacker da liga nessa temporada, sem dúvidas.

Chave da vitória: Controlar o relógio. Você vai ouvir isso em qualquer análise prévia sobre essa partida: “Corra bem com a bola e mantenha Brady na sideline”. Ele é um quarterback de elite e a linha ofensiva do Patriots é uma das melhores da NFL. Exceto no caso de uma atuação extraordinária no pass rush de Baltimore, a OL deve manter Brady “à salvo” e com tempo para lançar. E ele com tempo é perigosíssimo, quando não fatal.

O barco pode afundar se: … o Ravens não conseguir marcar os tight ends do Pats. Eles, mais que o wide receiver Wes Welker, são a chave das vitórias do Patriots. Marcar um tight end de alto nível já é complicado; dois então, é quase impossível. Mas, Baltimore precisa dar um jeito de anular Gronkowski e Hernández. É improvável que um linebacker consiga marcar um dos dois grandalhões, então o time precisa pensar em alternativas criativas, como a inclusão de mais um defensive back (um cornerback ou um safety). É simples: ou Baltimore pára os ‘gigantes’, ou eles acabam com o jogo.

Fique de olho: Ed Reed. Veterano, um dos melhores safeties da liga e… ‘baleado’. O melhor jogador do backfield defensivo do Ravens lesionou o tornozelo no final da partida de domingo, contra o Texans e deve jogar essa partida “no sacrifício”. Vale lembrar que Reed já vinha sentindo, há muito tempo, uma outra lesão, no ombro. O time vem fazendo de tudo para recuperar o safety, pois ele é peça-chave neste domingo, contra um ataque baseado, quase que completamente, no jogo aéreo. Se ele, por uma desventura, não joga, as chances de vitória dos “corvos” contra o Patriots caem drasticamente

NEW ENGLAND PATRIOTS

“O cara” (ataque): Tom Brady. Ele fez uma belíssima temporada regular, ultrapassando a marca das 5.000 jardas aéreas. Semana passada, lançou para 6 touchdowns contra o embalado Denver Broncos. É um quarterback de elite e é capaz de destruir qualquer defesa da liga, especialmente com dois recebedores tão prolíficos entre seus alvos, como Wes Welker e Rob Gronkowski. Se Baltimore não conseguir pressioná-lo, Brady vai controlar o jogo facilmente.

“O cara” (defesa): Jerod Mayo. Ele não fez uma temporada brilhante, mas é um grande jogador. É dele a incumbência principal de parar as corridas de Ray Rice. Será um grande confronto, pois Mayo é um “run-stopper” – especialista contra corridas – e não dará sossego para o baixinho do Ravens. Com duas interceptações na temporada, o linebacker ainda pode ser uma ameaça contra os tradicionais passes curtos e no meio do campo de Joe Flacco.

Chave da vitória: evitar big plays. Quando Ray Rice não anota uma corrida explosiva ou Flacco conecta um foguete para Torrey Smith, o ataque do Ravens fica extremamente previsível, exatamente como… o ataque do Denver Broncos (não estou comparando os ataques, por favor…). E nós vimos o que aconteceu com Tebow e cia. na semana passada… Logo, evitar big plays é meio caminho andado para a vitória.

O barco pode afundar se: …a defesa não conseguir diminuir o impacto do jogo terrestre adversário. Veja bem, “diminuir o impacto”. Baltimore vai correr contra o Patriots e vai correr muito. Eles precisam do relógio à seu favor e vão ‘comer’ tanto tempo quanto for possível. Baltimore deve manter o jogo aéreo conservador, então muitas terceiras descidas virão e quase todas as conversões delas serão tentadas através do jogo terrestre. É nessa a hora que a defesa de New England precisa aparecer e forçar os visitantes a devolverem a bola para Tom Brady.

Fique de olho: Rob Gronkowski. Quem é que marca o cara? É a pergunta que deve estar martelando na cabeça de John Harbaugh, treinador do Ravens, a semana inteira. Ele é grande, alto, ágil, tem ótimo catch e uma impulsão excelente. Foram 17 TD’s na temporada regular e 3 só na semana passada, contra o Broncos. Marcá-lo é quase impossível.

Ray Rice (RB – Ravens) x Jerod Mayo (LB – Patriots)

Tom Brady (QB – Patriots) x Ed Reed (FS – Ravens)

Rob Gronkowski (TE – Patriots) x Bernard Pollard (SS – Ravens)

 ..

LINHA OFENSIVA

A linha ofensiva do Baltimore fez uma ótima temporada regular, protegendo Joe Flacco e abrindo espaços para Ray Rice, MAS foi muito mal domingo passado, contra o Texans. A do Patriots também fez uma ótima temporada E manteve o nível contra o Broncos, semana passada. Pats em vantagem.

Ravens – 7,0 x 8,0 – Patriots

.

RUNNING BACK/FULL BACK

Ray Rice é melhor que BenJarvus Green-Ellis, Stevan Ridley, Kevin Faulk e Danny Woodhead juntos. Fácil para o Ravens aqui.

Ravens – 9,0 x 6,0 – Patriots

.

RECEIVING CORP

O corpo de recebedores do Baltimore não é dos piores, longe disso. Mas, no quesito ‘recepções na temporada’, o time não tem nenhum jogador no top 15 da temporada regular. New England tem três: Rob Gronkowski (5º), Aaron Hernández (15º) e Wes Welker (1º). Easy pick.

Ravens – 7,0 x 9,0 – Patriots

.

QUARTERBACK

Joe Flacco é um quarterback de sistema, que funciona bem quando o sistema funciona bem. Evoluiu bastante, é verdade, nas últimas temporadas, mas está longe de ser um “playmaker”. Tom Brady o é. E com sobras.

Ravens – 7,0 x 10,0 – Patriots

.

FRONT 7 (LINHA DEFENSIVA + LINEBACKERS)

Ray Lewis, Terrell Suggs e Haloti Ngata são apenas 3 das 7 peças deste front-7 assustador de Baltimore. Jerod Mayo, Rob Ninkovich e Mark Anderson não fazem feio para o Patriots, mas a comparação seria um pouco menos desequilibrada não fosse a lesão do defensive end Andre Carter no final da temporada. Ravens fácil aqui.

Ravens – 9,0 x 7,0 – Patriots

.

SECUNDÁRIA (SAFETIES + CORNERBACKS)

A defesa de Baltimore é uma das melhores contra o passe da NFL. O free safety Ed Reed é o ‘xerife’ do backfield do Ravens, o cornerback Lardarius Webb vem subindo de produção e o strong safety Bernard Pollard é um ótimo ‘tacleador’. Do lado de New England, apenas Devin McCourty, excelente cornerback, inspira confiança. Ravens fácil de novo.

Ravens – 8,0 x 6,0 – Patriots

.

KICK/PUNT RETURN

Lardarius Webb (Ravens) e Julius Edelman (Patriots) são os principais retornadores de seus times e tem 1 TD na temporada, retornando punts. Edelman tem uma média melhor nos punts (10.6 x 10.0), porém Webb tem mais jardas (301 x 296), mais retornos de 20+ jardas (4 x 1) e menos fumbles (2 x 3). Por pouco, mas dá Ravens aqui.

Ravens – 8,0 x 7,0 – Patriots

.

KICKER/PUNTER

Stephen Gotskowski (Patriots) não vem fazendo uma temporada brilhante, como nos anos anteriores, mas ainda sim é bem melhor que Billy Cundiff (Ravens). Com 85% de aproveitamento (28 de 33) contra 76% de Cundiff, Gotskowski e o Patriots levam essa.

Ravens – 6,0 x 9,0 – Patriots

.

MÉDIA FINAL