Local: M&T Bank Stadium (Baltimore, MD)

Previsão do tempo: Sol e poucas nuvens, com mínima de -6ºC e máxima de -1ºC

Horário: domingo (15/01), às 16h, horário de Brasília

Participações nos playoffs: Texans (0) X (7) Ravens

Última participação nos playoffs: Texans (nunca participou) – Ravens (2010)

Títulos de Super Bowl: Texans (0) X (1) Ravens

RAVENS: Jameel McClain, LB (joelho – dúvida), Brandon Ayanbadejo, LB (coxa – dúvida), Anquan Boldin, WR (joelho – deve jogar), Dannell Ellerbe, LB (cabeça – deve jogar), Jimmy Smith, CB (cabeça – deve jogar), Tom Zbikowski, S (cabeça – deve jogar), Marshal Yanda, G (peito – deve jogar).

TEXANS: Mike Briesel, G (tornozelo – dúvida), Owen Daniels, TE (mão/joelho – dúvida), Andre Johnson, WR (joelho – dúvida), Troy Nolan, S (tornozelo – dúvida), Johnathan Joseph (quadril – dúvida), Jason Allen, CB (polegar – deve jogar), Shaun Cody, DT (joelho – deve jogar), Bryan Braman, LB (pescoço – deve jogar), Ben Tate, RB (ombro – deve jogar), T.J. Yates, QB (ombro – deve jogar), Chris Myers, C (joelho – deve jogar).


Na temporada regular: 5 vitórias do Ravens, nenhuma vitória do Texans.

Nos playoffs: Nunca se enfrentaram.

Em Baltimore:  2 vitórias do Ravens em 2 jogos.

Total: 5 vitórias do Ravens em 5 jogos.

Na temporada 2011: Semana 6, em Baltimore, vitória do Ravens, por 29 x 14.

TEXANS: O Texans não teve muita dificuldade para conquistar o título da divisão, pois foi pouco ameaçado por Colts (sem Manning), Titans (com Chris Johnson em sub-rendimento) e Jaguars (com Blaine Gabbert jogando muito mal). Começou a sofrer mais, porém, a partir das lesões de Matt Schaub e Matt Leinart, primeiro e segundo quarterback do time respectivamente, na semana 10. T.J. Yates assumiu a posição e “vem dando pro gasto”. Será suficiente contra o Ravens?

RAVENS: Não foi tranqüilo conquistar o título de divisão, muito porque Baltimore vacilou em vários momentos da temporada, com espécies de “apagões” generalizados. Um exemplo destes é o blow-out sofrido para San Diego, na semana 15. A classificação para os playoffs, contudo, foi bem tranqüila. O time sofreu poucas lesões e contou com uma temporada sensacional de Ray Rice e Terrell Suggs e boas surpresas como Ed Dickson, Dennis Pitta e Torrey Smith para se garantir como um dos favoritos ao Super Bowl.


BALTIMORE RAVENS

“O cara” (ataque): Ray Rice. O principal running back da franquia é também líder do time em recepções (76), jardas terrestres (1.364), touchdowns (15). Quer mais? O baixinho tem ainda um passe na temporada. Aliás, um passe para touchdown na temporada. Quase não faz nada esse Ray Rice…

“O cara” (defesa): Terrell Suggs. Fala-se de Jason Pierre-Paul, Patrick Willis e Jared Allen, mas o nome defensivo da temporada é Terrell Suggs. O linebacker está em uma forma exuberante e carrega a poderosa defesa de Baltimore nas costas desde a lesão de Ray Lewis, na metade da temporada. Suggs tem 70 tackles, 2 interceptações, 7 fumbles forçados e 14.0 sacks na temporada. Ele não vai dar sossego para T.J. Yates.

Chave da vitória: Parar Arian Foster. É óbvio, o jogo do Texans (assim como o do Ravens, diga-se) é centralizado em seu running back. A diferença principal é que o Ravens tem um quarterback mais consistente que T.J. Yates para variar o ritmo da partida. Logo, Arian Foster vai pegar muito na bola e tirar vantagem do ótimo grupo de bloqueadores que tem Houston, para correr aberto, esticando a defesa do Ravens. Anular ou diminuir seu impacto na partida é meio caminho andado para a vitória de Baltimore.

O barco pode afundar se: … Ray Rice for bem marcado. Como vimos acima, Ray Rice é um running back que tem 1001 utilidades. Além de correr bastante, Rice é o principal alvo no jogo aéreo eficiente (mas, conservador) de Joe Flacco. No jogo terrestre, então, nem se fala. Quando menos Rice correr, mais Flacco será obrigado a ir para o passe. E contra um grupo de linebackers jovem, ágil e talentoso, isto pode ser muito perigoso.

Fique de olho: Torrey Smith. Ele é jovem, ele é inconsistente, ele é explosivo. Já marcou 7 TD’s na temporada, a maior marca do jogo aéreo do time. Quando Flacco utiliza o play-action e solta o braço visando o fundo do campo (coisa rara, mas acontece 1 ou 2 vezes…), Smith sempre está lá para queimar a defesa adversária. Contra uma boa secundária, como é da Texans, será interessante saber como o calouro vai se virar.

 

HOUSTON TEXANS

“O cara” (ataque): Arian Foster. Dá a bola pro cara correr. Foi o que Houston fez contra Cincinnati e é o que deve fazer contra Baltimore. Com bons bloqueadores, Foster soube se aproveitar dos espaços criados para marcar 2 touchdowns no jogo passado. A despeito de um jogo brilhante de T.J. Yates, o que é bastante improvável, 80% dos pontos do Texans na partida deve ser frutos dos avanços de Arian Foster.

“O cara” (defesa): Brian Cushing. Jovem, agressivo, talentoso e líder dessa defesa. Brian Cushing não vem em sua melhor temporada na carreira, mas sua evolução em sua terceira temporada na NFL é notável. Listado, hoje em dia, facilmente como um dos melhores middle linebackers da liga, Cushing – 114 tackles, 4 sacks, 2 fumbles forçados, 2 INT – terá um grande desafio pela frente: parar o dinâmico Ray Rice.

Chave da vitória: Pressionar Joe Flacco. Flacco joga bem e toma boas decisões SOMENTE quando tem tempo, o que a boa linha ofensiva de Baltimore costuma lhe proporcionar. Porém, quando alguém consegue furar a muralha roxa, geralmente Joe Flacco se apavora e força alguns passes. E são nestes lances que o Texans pode ganhar a partida.

O barco pode afundar se: … ceder big plays. Cincinnati fez tudo isso aí que eu indiquei acima. Porque perdeu, então? Simples: big plays. Os “Tigres” cederam touchdowns de 51 e 70 jardas, em duas corridas explosivas de Ray Rice. Ali o time matou a partida, embora Cincy ainda tenha tentado reagir no finalzinho. Se não for possível anular Ray Rice, que pelo menos se previna das big plays do baixinho.

Fique de olho: Andre Johnson. Com Schaub inteiro, o Ravens teria muito com o que se preocupar. Sem ele, Yates- Johnson não chega a ser uma dupla “prioritária” no esquema defensivo de Baltimore. Porém, Foster não vai correr com a bola o jogo inteiro. Em um play-action ou em uma jogada mais trabalhada, Yates pode encaixar um passe longo, encontrando um dos melhores wide receiver da NFL: Andre Johnson. Mesmo voltando aos poucos da lesão, Johnson ainda sabe muito bem como gerar big plays e foi o que ele fez no último sábado, contra o Bengals.

 


Duane Brown (LT – Texans) x Terrell Suggs (LB – Ravens)

Anquan Boldin (WR – Ravens) x Johnathan Joseph (CB – Texans)

LINHA OFENSIVA

São duas excelentes linhas ofensivas, boas na proteção de passe e excelentes abrindo espaços para seus runnings backs. Mas, a de Baltimore vem fazendo um trabalho consistente a mais tempo, ao passo que a OL do Texans vem melhorando apenas nestes últimos jogos.

Texans – 7,0 8,0 – Ravens

 

RUNNING BACK/FULL BACK

Complicadíssimo. São ótimos corredores, tem ótimos bloqueios à sua frente e fazem isto render bastante. Também são boas opções no jogo aéreo. Mas, Ray Rice leva ligeira vantagem pelo número de touchdowns (15 x 12) e por o principal receiver do Ravens, à frente de tight ends e wide receivers.

Texans – 8,0 9,0 – Ravens

 

RECEIVING CORP

Dois dos melhores recebedores de Texans estão lesionados e jogarão o jogo “baleados” (Andre Johnson e Owen Daniels), o que dá uma considerável vantagem para o Ravens. O jogo aéreo do time, com Torrey Smith e Anquan Boldin e os promisores tight ends Ed Dickson e Dennis Pitta, não é de encher os olhos, mas é consistente.

Texans – 7,0 8,0 – Ravens

 

QUARTERBACK

T.J. Yates terminou a temporada regular sem marcar um touchdown sequer nas três últimas partidas. Mas, foi “OK” no sábado passado contra Cincinnati. Joe Flacco caiu de produção no final da temporada, mas foi consistente na maior parte dela. Dentro de suas limitações, não forçando muitos passes, Flacco foi muito bem. O problema é quando ele solta o braço para o lugar errado e na hora errada, fato que não é tão raro. Dá Ravens, contudo, pela experiência de T.J. Yates que vai, sem dúvida, pesar contra uma defesa tão “cascuda” como a do campeão da AFC North.

Texans – 6,0 7,0 – Ravens

 

FRONT 7 (LINHA DEFENSIVA + LINEBACKERS)

O grupo de linebackers do Texans é talentoso, mas os LB’s do Ravens contam com o temido Ray Lewis e o “possuído” Terrell Suggs. Some-se a isso a defensive line assustadora de Baltimore e temos um vencedor neste duelo.

Texans – 7,0 8,0 – Ravens

 

SECUNDÁRIA (SAFETIES + CORNERBACKS)

Bernard Pollard (Ravens) está em ótima fase, mas Ed Reed está machucado e joga no sacrifício. Do outro lado, um boa dupla de cornerbacks com Johnathan Joseph e Jason Allen, além do safety Danieal Manning, que é outro ótimo jogador. Dá Texans aqui.

Texans – 8,0 7,0 – Ravens

 

KICK/PUNT RETURN

Quintin Demps (Texans) começou a retornar kickoffs há pouco tempo e já tem a 4ª melhor média da liga (33.8 jardas/retorno). Tom Zbikowski (Ravens), substituindo o lesionado David Reed, não vem mantendo o nível de seu predecessor. No punt return, temos dois bons nomes: Lardarius Webb (Ravens) e Jacoby Jones (Texans). Jones, porém, é um retornador mais completo que Webb, tem uma média melhor (10.6 jardas/retorno) e não sofreu nenhum fumble, enquanto o retornador de Baltimore sofreu 2 na temporada. Dá Texans aqui.

Texans – 7,0 6,0 – Ravens

 

KICKER/PUNTER

Sam Koch (Ravens) é melhor que o veterano Matt Turk (Texans) e prova isso ao ter mais punt chutados e uma melhor média, ainda sim: 46.5 jardas/punt. Neil Rackers (Texans) é mais consistente que Billy Cundiff (Ravens), que melhorou nas últimas partidas, mas não o suficiente para levar o duelo com o kicker do Texans. Empate aqui.

Texans – 7,0 7,0 – Ravens

 

MÉDIA FINAL